segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cadernos do Patrimônio Imaterial - Cavalhadas de Amarantina

O Programa de Valorização e Preservação do Patrimônio Imaterial publica o seu primeiro Caderno do Patrimônio Imaterial com o volume dedicado às Cavalhadas de Amarantina.

A iniciativa tem por objetivo promover a maior divulgação e acesso a informações sobre bens imateriais do município de Ouro Preto, registrados e/ou inventariados. O trabalho de registro e inventário de patrimônio imaterial é uma importante ferramenta de produção de informação, busca de documentações e proposição de políticas públicas para o patrimônio imaterial.

Embora de acesso livre a todos os públicos, os inventários e processos de registro tem um formato que, muitas vezes, possui uma aparência técnica e formal que dificulta a ampla apropriação de seus saberes. Assim, a proposta dos Cadernos de Patrimônio Imaterial vem proporcionar um formato de mais fácil acesso, possibilitando sua maior difusão e mesmo uso em diversos ambientes, como educativos.

O início da produção dos Cadernos de Patrimônio Imaterial pelas Cavalhadas de Amarantina tem ainda a razão de ser uma manifestação cultural registrada que tem sido objeto de diversas ações de educação patrimonial, como durante a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, em 2015, e a execução do projeto Correndo na História: Patrimônio, Festa e Cavalhada em Amarantina, em 2016. Ações que visavam a difusão e conhecimento da manifestação e nas quais mostrou-se interessante a existência de um meio para melhor acesso aos saberes acerca das Cavalhadas produzidos durante o processo de inventário da celebração.

Acessem e divulguem!!!



Cadernos do Patrimônio Imaterial - Cavalhadas de Amarantina

O Programa de Valorização e Preservação do Patrimônio Imaterial publica o seu primeiro Caderno do Patrimônio Imaterial com o volume dedicado às Cavalhadas de Amarantina.

A iniciativa tem por objetivo promover a maior divulgação e acesso a informações sobre bens imateriais do município de Ouro Preto, registrados e/ou inventariados. O trabalho de registro e inventário de patrimônio imaterial é uma importante ferramenta de produção de informação, busca de documentações e proposição de políticas públicas para o patrimônio imaterial.

Embora de acesso livre a todos os públicos, os inventários e processos de registro tem um formato que, muitas vezes, possui uma aparência técnica e formal que dificulta a ampla apropriação de seus saberes. Assim, a proposta dos Cadernos de Patrimônio Imaterial vem proporcionar um formato de mais fácil acesso, possibilitando sua maior difusão e mesmo uso em diversos ambientes, como educativos.

O início da produção dos Cadernos de Patrimônio Imaterial pelas Cavalhadas de Amarantina tem ainda a razão de ser uma manifestação cultural registrada que tem sido objeto de diversas ações de educação patrimonial, como durante a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, em 2015, e a execução do projeto Correndo na História: Patrimônio, Festa e Cavalhada em Amarantina, em 2016. Ações que visavam a difusão e conhecimento da manifestação e nas quais mostrou-se interessante a existência de um meio para melhor acesso aos saberes acerca das Cavalhadas produzidos durante o processo de inventário da celebração.

Acessem e divulguem!!!



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Festa de Nossa Senhora dos Remédios do Fundão do Cintra

A Festa de Nossa Senhora dos Remédios do Fundão do Cintra, distrito de Santo Antônio do Salto será realizada no próximo final de semana, entre os dias 5 e 7 de agosto. A celebração é patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto, registrada em 2009. Segue a programação:

Festa de Nossa Senhora dos Remédios do Fundão do Cintra

A Festa de Nossa Senhora dos Remédios do Fundão do Cintra, distrito de Santo Antônio do Salto será realizada no próximo final de semana, entre os dias 5 e 7 de agosto. A celebração é patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto, registrada em 2009. Segue a programação:

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Lançamento do projeto “Música e Folia em São Bartolomeu” e envio da Bandeira do Divino.

No último dia 4 de junho a Bandeira do Divino de São Bartolomeu iniciou seu giro de torques e arrecadação de esmolas para a realização da Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu. O giro da folia encerra-se no dia 21 de agosto, o domingo festivo desse ano (o folder com a programação religiosa de 2016 encontra-se abaixo).

Como de costume, o envio ocorreu com a bênção da Bandeira em missa realizada na igreja de São Bartolomeu e presença de todos os membros da folia. Até a data da festa, a comitiva que acompanha a bandeira estará presente em diversos pontos do município de Ouro Preto e entorno, como em Sumidouro, município de Santa Bárbara, seguindo uma antiga tradição de antigos trajetos percorridos por folieiros e tropeiros.

Durante esse período, em determinados pontos e fins de semana, a folia com seus músicos encontra a comitiva da bandeira para a realização de toques, levando fé e alegria.

A data marcou também o lançamento junto à Folia do Divino de São Bartolomeu e comunidade do distrito do projeto de musicalização e educação patrimonial “Música e Folia em São Bartolomeu”. O projeto faz parte das ações de salvaguarda da Festa do Divino e São Bartolomeu, patrimônio imaterial de Ouro Preto. A proposta é de conhecimento e difusão de práticas musicais, sociais e culturais da folia, aberta a toda comunidade de São Bartolomeu. O projeto é coordenado pelo Programa Municipal de Patrimônio Imaterial, ligado à Secretaria de Cultura e Patrimônio, e faz parte das ações extensionistas da UFOP (PROEX), contando com a professora Maria Tereza Castro e dos bolsistas Luiza Gaião e Paulo Silveira do Curso de Música da UFOP.


As inscrições para o projeto “Música e Folia em São Bartolomeu” encontram-se abertas e as atividades começarão na primeira semana de julho.

Bênção da Bandeira do Divino para o envio. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Saída da missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Café comuniário na Casa da Festa de São Bartolomeu após a missa do envio da Bandeira do Divino. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins


Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins



Programação da Festa de São Bartolomeu e Divino Espírito Santo - 2016

Lançamento do projeto “Música e Folia em São Bartolomeu” e envio da Bandeira do Divino.

No último dia 4 de junho a Bandeira do Divino de São Bartolomeu iniciou seu giro de torques e arrecadação de esmolas para a realização da Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu. O giro da folia encerra-se no dia 21 de agosto, o domingo festivo desse ano (o folder com a programação religiosa de 2016 encontra-se abaixo).

Como de costume, o envio ocorreu com a bênção da Bandeira em missa realizada na igreja de São Bartolomeu e presença de todos os membros da folia. Até a data da festa, a comitiva que acompanha a bandeira estará presente em diversos pontos do município de Ouro Preto e entorno, como em Sumidouro, município de Santa Bárbara, seguindo uma antiga tradição de antigos trajetos percorridos por folieiros e tropeiros.

Durante esse período, em determinados pontos e fins de semana, a folia com seus músicos encontra a comitiva da bandeira para a realização de toques, levando fé e alegria.

A data marcou também o lançamento junto à Folia do Divino de São Bartolomeu e comunidade do distrito do projeto de musicalização e educação patrimonial “Música e Folia em São Bartolomeu”. O projeto faz parte das ações de salvaguarda da Festa do Divino e São Bartolomeu, patrimônio imaterial de Ouro Preto. A proposta é de conhecimento e difusão de práticas musicais, sociais e culturais da folia, aberta a toda comunidade de São Bartolomeu. O projeto é coordenado pelo Programa Municipal de Patrimônio Imaterial, ligado à Secretaria de Cultura e Patrimônio, e faz parte das ações extensionistas da UFOP (PROEX), contando com a professora Maria Tereza Castro e dos bolsistas Luiza Gaião e Paulo Silveira do Curso de Música da UFOP.


As inscrições para o projeto “Música e Folia em São Bartolomeu” encontram-se abertas e as atividades começarão na primeira semana de julho.

Bênção da Bandeira do Divino para o envio. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Saída da missa de envio da Bandeira do Divino com presença da Folia do Divino de São Bartolomeu. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Café comuniário na Casa da Festa de São Bartolomeu após a missa do envio da Bandeira do Divino. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins

Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins


Toque da Folia do Divino de São Bartolomeu na Casa da Festa. Data: 04/06/2016. Foto: João Paulo Martins



Programação da Festa de São Bartolomeu e Divino Espírito Santo - 2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Dossiê de Registro da Festa do Divino Espírito Santo em São Bartolomeu

A Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu, que se realiza todos os anos no distrito de São Bartolomeu é patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto. O registro foi finalizado em agosto de 2014 com a apresentação do dossiê de registro junto ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto. A reunião foi realizada conjuntamente com o Conselho Municipal de Política Cultural.

O processo de registro foi aberto ainda em 2011, incluindo, à época, também a celebração em honra ao Divino Espírito Santo que se realiza em Lavras Novas, a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres e do Divino Espírito Santo. Ambas as celebrações foram, desde a abertura do processo de registro, acompanhadas pela equipe do Programa Municipal de Patrimônio Imaterial, tendo sido produzido um dossiê de registro com todas as informações necessárias para se a realização do mesmo, incluindo pesquisas arquivísticas, bibliográficas e de história oral.

Com o fim das pesquisas e produção do dossiê, percebeu-se que, embora com várias aspectos comuns, as celebrações do Divino Espírito Santo de Ouro Preto tratavam-se, na verdade, de duas manifestações distintas e que deveriam, assim, receber reconhecimentos e planos de salvaguarda específicos.

Embora o processo de registro tenha sido apresentado e entendido positivamente pela comunidade de Lavras Novas no momento de sua abertura, os detentores do bem entenderam, quando da finalização do processo, que o registro não era mais de seu desejo. Entendendo-se que o processo de registro só faz sentido com a anuência das pessoas que agem no bem, a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres e Divino Espírito Santo não teve o registro homologado. Entretanto, o trabalho de inventário da festa realizado constitui uma importante ferramenta na difusão e na narrativa da celebração em seus diversos aspectos. Além disso, caso os detentores do bem cultural entendam, no futuro, que o registro deva se efetivar, seu trabalho de instrução já se encontra pronto.

A festa em São Bartolomeu tem hoje divulgado aqui o seu dossiê de registro. E, neste ano, a Secretaria de Cultura e Patrimônio em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da UFOP realizarão o projeto Música e Folia em São Bartolomeu. Oficinas que fazem parte do plano de salvaguarda da festa. O foco neste momento é na difusão de histórias, cânticos e memórias da Folia do Divino de São Bartolomeu, associado à iniciação musical de jovens do distrito.

Toque da Folia do Divino na Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu - 2012 - Foto: João Paulo Martins

A Folia do Divino de São Bartolomeu tem uma presença fundamental na festa, iniciando cerca de 80 dias antes o seu giro para arrecadação de esmolas para os festejos, sendo, ao mesmo tempo, uma prática de difusão da fé na Bandeira no Divino.


Aproveitamos esse momento para divulgar a ação de “Inventário de Folias de Minas” que está sendo realizado pelo IEPHA-MG. A Secretaria de Cultura e Patrimônio já cadastrou as informações referentes às folias do Ouro Preto. Os município interessados podem cadastrar no link: http://www.iepha.mg.gov.br/banco-de-noticias/1404-inventario-folias-de-minas

Dossiê de Registro da Festa do Divino Espírito Santo em São Bartolomeu

A Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu, que se realiza todos os anos no distrito de São Bartolomeu é patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto. O registro foi finalizado em agosto de 2014 com a apresentação do dossiê de registro junto ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto. A reunião foi realizada conjuntamente com o Conselho Municipal de Política Cultural.

O processo de registro foi aberto ainda em 2011, incluindo, à época, também a celebração em honra ao Divino Espírito Santo que se realiza em Lavras Novas, a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres e do Divino Espírito Santo. Ambas as celebrações foram, desde a abertura do processo de registro, acompanhadas pela equipe do Programa Municipal de Patrimônio Imaterial, tendo sido produzido um dossiê de registro com todas as informações necessárias para se a realização do mesmo, incluindo pesquisas arquivísticas, bibliográficas e de história oral.

Com o fim das pesquisas e produção do dossiê, percebeu-se que, embora com várias aspectos comuns, as celebrações do Divino Espírito Santo de Ouro Preto tratavam-se, na verdade, de duas manifestações distintas e que deveriam, assim, receber reconhecimentos e planos de salvaguarda específicos.

Embora o processo de registro tenha sido apresentado e entendido positivamente pela comunidade de Lavras Novas no momento de sua abertura, os detentores do bem entenderam, quando da finalização do processo, que o registro não era mais de seu desejo. Entendendo-se que o processo de registro só faz sentido com a anuência das pessoas que agem no bem, a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres e Divino Espírito Santo não teve o registro homologado. Entretanto, o trabalho de inventário da festa realizado constitui uma importante ferramenta na difusão e na narrativa da celebração em seus diversos aspectos. Além disso, caso os detentores do bem cultural entendam, no futuro, que o registro deva se efetivar, seu trabalho de instrução já se encontra pronto.

A festa em São Bartolomeu tem hoje divulgado aqui o seu dossiê de registro. E, neste ano, a Secretaria de Cultura e Patrimônio em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da UFOP realizarão o projeto Música e Folia em São Bartolomeu. Oficinas que fazem parte do plano de salvaguarda da festa. O foco neste momento é na difusão de histórias, cânticos e memórias da Folia do Divino de São Bartolomeu, associado à iniciação musical de jovens do distrito.

Toque da Folia do Divino na Festa do Divino Espírito Santo e São Bartolomeu - 2012 - Foto: João Paulo Martins

A Folia do Divino de São Bartolomeu tem uma presença fundamental na festa, iniciando cerca de 80 dias antes o seu giro para arrecadação de esmolas para os festejos, sendo, ao mesmo tempo, uma prática de difusão da fé na Bandeira no Divino.


Aproveitamos esse momento para divulgar a ação de “Inventário de Folias de Minas” que está sendo realizado pelo IEPHA-MG. A Secretaria de Cultura e Patrimônio já cadastrou as informações referentes às folias do Ouro Preto. Os município interessados podem cadastrar no link: http://www.iepha.mg.gov.br/banco-de-noticias/1404-inventario-folias-de-minas

sexta-feira, 4 de março de 2016

Registro do Ofício de Bordadeiras e Rendeiras em Ouro Preto

Na reunião do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto (COMPATRI), realizada no último dia 3 de fevereiro foi a aberto o processo de registro o oficio de bordadeiras e rendeiras como patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto.

A reunião contou com ampla presença de praticantes do ofício em Ouro Preto, como membros dos grupos: Associação de Arte, Artesanato, Cultura e Ofício do Bairro São Cristóvão (AACO); Colcha de Versos; Mulheres de Fibra; Associação das Senhoras Artesãs (ASA); Arte, Mãos e Flores.

O processo de registro foi motivado por uma solicitação feita pela AACO para a inscrição do “Artesanato em Renda Marafunda e outros bordados” no Livro de Registro de Saberes e Celebrações de Ouro Preto. A AACO tem se destacado no município por suas atividades no conhecimento, revitalização e difusão da renda marafunda em Ouro Preto.
 
Reunião do COMPATRI com presença de bordadeiras e rendeiras de Ouro Preto - 03/02/2016 - Foto: João Paulo Martins

Reunião do COMPATRI com presença de bordadeiras e rendeiras de Ouro Preto - 03/02/2016 - Foto: João Paulo Martins

Importante ressaltar o fato deste ser o primeiro processo de registro de patrimônio imaterial proposto junto ao COMPATRI motivado por uma solicitação dos próprios agentes/detentores de um bem. O primeiro processo de registro realizado na esfera municipal em Ouro Preto foi concluído em 2008 (Produção de doces artesanais de São Bartolomeu), desde então houve mais três registros nesses últimos 8 anos. É visível como nesse processo houve avanço no entendimento da ferramenta legal, seu reconhecimento, difusão e salvaguarda por parte dos grupos envolvidos nas mais diversas manifestações culturais sob a perspectiva do patrimônio imaterial. O pedido feito pelos agentes torna esse processo ainda mais significativo na apropriação dos instrumentos legais e empoderamento de detentores de um bem de cultura popular, sendo positivo, ademais, que este aspecto receba boa divulgação.

Em 2013, como parte do Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC), a Prefeitura de Ouro Preto, através do Programa Municipal de Patrimônio Imaterial realizou fichas de inventário relativas a ofícios e saberes do município, sendo contemplados nesse inventário o ofício de bordadeiras e saber-fazer da renda marafunda. Já nesse momento, o inventário cumpria seu papel de reconhecimento de bens culturais no município e acreditamos que tenha sido também um passo no processo de apropriação do instrumento do registro por parte dos agentes/detentores do bem em questão para a solicitação do seu reconhecimento e inscrição em livro de registro do patrimônio imaterial de Ouro Preto. 

Conforme a tramitação desse tipo de solicitação, o pedido foi encaminhado para a realização de um estudo preliminar junto ao PROPAT (Supervisão de Proteção e Pesquisa do Patrimônio Cultural e Natural). O estudo reconheceu a importância do bem alterando sua categoria de saber para ofício, expandindo assim o seu reconhecimento para outras praticantes, linguagens e formas que o saber encontra em nosso município. O estudo preliminar apresentado pode ser acessado aqui.


A continuidade do processo foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros e foram informadas as etapas seguintes para a montagem do dossiê e finalmente o reconhecimento do ofício como patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto. Dentre essas etapas destacam-se os levantamentos de campo que pretendem identificar de forma exaustiva grupos, associações, coletivos e praticantes autônomos do ofício; descrição de suas linguagens, técnicas, formas e materiais; espaços e formas de transmissão do saber; e, por fim a elaboração, junto aos agentes do bem cultural de estratégias de salvaguarda para o ofício.



Registro do Ofício de Bordadeiras e Rendeiras em Ouro Preto

Na reunião do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural de Ouro Preto (COMPATRI), realizada no último dia 3 de fevereiro foi a aberto o processo de registro o oficio de bordadeiras e rendeiras como patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto.

A reunião contou com ampla presença de praticantes do ofício em Ouro Preto, como membros dos grupos: Associação de Arte, Artesanato, Cultura e Ofício do Bairro São Cristóvão (AACO); Colcha de Versos; Mulheres de Fibra; Associação das Senhoras Artesãs (ASA); Arte, Mãos e Flores.

O processo de registro foi motivado por uma solicitação feita pela AACO para a inscrição do “Artesanato em Renda Marafunda e outros bordados” no Livro de Registro de Saberes e Celebrações de Ouro Preto. A AACO tem se destacado no município por suas atividades no conhecimento, revitalização e difusão da renda marafunda em Ouro Preto.
 
Reunião do COMPATRI com presença de bordadeiras e rendeiras de Ouro Preto - 03/02/2016 - Foto: João Paulo Martins

Reunião do COMPATRI com presença de bordadeiras e rendeiras de Ouro Preto - 03/02/2016 - Foto: João Paulo Martins

Importante ressaltar o fato deste ser o primeiro processo de registro de patrimônio imaterial proposto junto ao COMPATRI motivado por uma solicitação dos próprios agentes/detentores de um bem. O primeiro processo de registro realizado na esfera municipal em Ouro Preto foi concluído em 2008 (Produção de doces artesanais de São Bartolomeu), desde então houve mais três registros nesses últimos 8 anos. É visível como nesse processo houve avanço no entendimento da ferramenta legal, seu reconhecimento, difusão e salvaguarda por parte dos grupos envolvidos nas mais diversas manifestações culturais sob a perspectiva do patrimônio imaterial. O pedido feito pelos agentes torna esse processo ainda mais significativo na apropriação dos instrumentos legais e empoderamento de detentores de um bem de cultura popular, sendo positivo, ademais, que este aspecto receba boa divulgação.

Em 2013, como parte do Inventário de Proteção do Acervo Cultural (IPAC), a Prefeitura de Ouro Preto, através do Programa Municipal de Patrimônio Imaterial realizou fichas de inventário relativas a ofícios e saberes do município, sendo contemplados nesse inventário o ofício de bordadeiras e saber-fazer da renda marafunda. Já nesse momento, o inventário cumpria seu papel de reconhecimento de bens culturais no município e acreditamos que tenha sido também um passo no processo de apropriação do instrumento do registro por parte dos agentes/detentores do bem em questão para a solicitação do seu reconhecimento e inscrição em livro de registro do patrimônio imaterial de Ouro Preto. 

Conforme a tramitação desse tipo de solicitação, o pedido foi encaminhado para a realização de um estudo preliminar junto ao PROPAT (Supervisão de Proteção e Pesquisa do Patrimônio Cultural e Natural). O estudo reconheceu a importância do bem alterando sua categoria de saber para ofício, expandindo assim o seu reconhecimento para outras praticantes, linguagens e formas que o saber encontra em nosso município. O estudo preliminar apresentado pode ser acessado aqui.


A continuidade do processo foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros e foram informadas as etapas seguintes para a montagem do dossiê e finalmente o reconhecimento do ofício como patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto. Dentre essas etapas destacam-se os levantamentos de campo que pretendem identificar de forma exaustiva grupos, associações, coletivos e praticantes autônomos do ofício; descrição de suas linguagens, técnicas, formas e materiais; espaços e formas de transmissão do saber; e, por fim a elaboração, junto aos agentes do bem cultural de estratégias de salvaguarda para o ofício.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Carnaval em Ouro Preto

Por Mauro Alberto do Espírito Santo

Está chegando mais um Carnaval, momento de muita alegria e descontração! Como sempre, Ouro Preto tem muita História para contar também na folia! 

O Carnaval é umas das festividades mais tradicionais no mundo ocidental, sendo um período marcante no calendário, especialmente nos países de tradição católica. Já no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos" no Brasil. Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. Ouro Preto não estaria alheia a esse processo, ocorrendo em seu território as manifestações do Entrudo e, a partir de 1857, do Carnaval.[1]

O carnaval ouropretano foi crescendo ano após ano, com a criação constante de blocos carnavalescos e, a partir da década de 1950, das Escolas de Samba.

Ao longo do ano de 2015, a equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, realizou o trabalho de inventário da festividade no município, além de inventariar alguns Blocos e Escolas de Samba do carnaval ouropretano.

Para a escolha dos bens, foram adotados critérios que levaram em conta aspectos culturais, históricos, sociológicos, relevância social e a manutenção de características tradicionais. Para a seleção dos blocos, foi dada preferência aos que surgiram anteriormente ao ano 2000. Já as Escolas de Samba tradicionais, por conta de seu número reduzido, foram contempladas em sua totalidade, inventariando-se as escolas em atividade e as que atualmente não desfilam, como a Escola de Samba Sinhá Olímpia.

Dessa maneira, foram inventariados os seguintes Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba, organizados por ordem de criação: 

1966: Bloco do Caixão (a primeira vez que saiu às ruas foi durante o carnaval de 1976);
1985: Bloco Pirata;  
1996: Bloco Gatas e Gatões (participaria do seu primeiro carnaval em 1997);  
1999-2000: Bloco Conspirados;  
           
Para maiores informações sobre os Blocos Carnavalescos e as Escolas de Samba de Ouro Preto, clique sobre o nome de cada um e acesse as fichas de inventário. E aqui para informações gerais do carnaval ouropretano.

O Carnaval leva alegria e diversão em Ouro Preto há mais de um século e meio, e nesse ano de 2016 não será diferente. Já começaram os preparativos na cidade para essa grande festa, para que todos possam aproveitar da melhor maneira possível a folia na antiga capital das Minas Gerais!





[1]CABRAL, Henrique Barbosa da Silva. Ouro Preto. Belo Horizonte: s/ed, 1969, p. 261-270.

Carnaval em Ouro Preto

Por Mauro Alberto do Espírito Santo

Está chegando mais um Carnaval, momento de muita alegria e descontração! Como sempre, Ouro Preto tem muita História para contar também na folia! 

O Carnaval é umas das festividades mais tradicionais no mundo ocidental, sendo um período marcante no calendário, especialmente nos países de tradição católica. Já no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos" no Brasil. Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. Ouro Preto não estaria alheia a esse processo, ocorrendo em seu território as manifestações do Entrudo e, a partir de 1857, do Carnaval.[1]

O carnaval ouropretano foi crescendo ano após ano, com a criação constante de blocos carnavalescos e, a partir da década de 1950, das Escolas de Samba.

Ao longo do ano de 2015, a equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, realizou o trabalho de inventário da festividade no município, além de inventariar alguns Blocos e Escolas de Samba do carnaval ouropretano.

Para a escolha dos bens, foram adotados critérios que levaram em conta aspectos culturais, históricos, sociológicos, relevância social e a manutenção de características tradicionais. Para a seleção dos blocos, foi dada preferência aos que surgiram anteriormente ao ano 2000. Já as Escolas de Samba tradicionais, por conta de seu número reduzido, foram contempladas em sua totalidade, inventariando-se as escolas em atividade e as que atualmente não desfilam, como a Escola de Samba Sinhá Olímpia.

Dessa maneira, foram inventariados os seguintes Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba, organizados por ordem de criação: 

1966: Bloco do Caixão (a primeira vez que saiu às ruas foi durante o carnaval de 1976);
1985: Bloco Pirata;  
1996: Bloco Gatas e Gatões (participaria do seu primeiro carnaval em 1997);  
1999-2000: Bloco Conspirados;  
           
Para maiores informações sobre os Blocos Carnavalescos e as Escolas de Samba de Ouro Preto, clique sobre o nome de cada um e acesse as fichas de inventário. E aqui para informações gerais do carnaval ouropretano.

O Carnaval leva alegria e diversão em Ouro Preto há mais de um século e meio, e nesse ano de 2016 não será diferente. Já começaram os preparativos na cidade para essa grande festa, para que todos possam aproveitar da melhor maneira possível a folia na antiga capital das Minas Gerais!





[1] CABRAL, Henrique Barbosa da Silva. Ouro Preto. Belo Horizonte: s/ed, 1969, p. 261-270.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Reinado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia - 2016

O Domingo Festivo do Reinado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, dia 10 de janeiro, foi marcado pela presença de várias guardas que trouxeram os som de seus tambores, as cores de seus uniformes e os ritmos de suas danças pelas ladeiras de Ouro Preto, principalmente nos bairros do Alto da Cruz, Antônio Dias e Santa Efigênia. Estiveram presentes guardas de Ouro Preto e de várias outras cidades.

Imagens do Congado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia durante o Reinado:







Imagens do Grupo de Congo Manto Azul de Nossa Senhora Aparecida/Ouro Preto durante o Reinado:





Imagens do Congado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do distrito de Miguel Burnier/Ouro Preto, durante o Reinado:


Imagens do cortejo das guardas durante no Domingo Festivo do Reinado:







E quando os sinos tocam...


Fotos: João Paulo Martins